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	<title>carlosrosemberg.com &#187; Miscelânea</title>
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	<description>Ideias e opiniões de Carlos Rosemberg sobre Experiência do Usuário, Interação Humano Computador e Design de Interação</description>
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		<title>Mex Experience Boards, um conjunto de ferramentas ágeis para User Experience Design</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 13:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentações]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[MEX]]></category>

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		<description><![CDATA[No IHC2010, que ocorreu recentemente em Belo Horizonte, tive a oportunidade de apresentar um trabalho que venho desenvolvendo a partir da base teórica do MEX que foca na relação Agile - UX. Trata-se dos MEX Experience Boards, uma série de ferramentas que visam auxiliar na análise e geração de soluções para experiência do usuário em projetos ágeis (Scrum, XP, etc), unindo a visão ampla e detalhista de UX à leveza dos métodos ágeis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Design de Interação (ou UX, IHC, Usabilidade etc) em projetos ágeis é um campo fértil, ainda com muito a se descobrir e experimentar. Isso ocorre por que <a href="http://www.alistapart.com/articles/gettingrealaboutagiledesign/" target="_blank">são áreas com algumas similaridades, mas que ainda possuem diferenças marcantes</a>. Além disso, a variedade de técnicas e situações de projetos é tamanha que torna-se inviável qualquer tentativa de se trabalhar som abordagens fechadas, as famosas receitas de bolo.</p>
<p>No <a href="http://www.ufmg.br/swib/?p=139">IHC2010</a>, ocorrido em Belo Horizonte, tive a oportunidade de apresentar um trabalho que venho desenvolvendo a partir da base teórica do <a href="http://www.carlosrosemberg.com/mex">MEX</a> que foca na relação Agile &#8211; UX. Trata-se dos<strong> MEX Experience Boards</strong>, uma série de ferramentas que visam auxiliar na análise e geração de soluções para experiência do usuário em projetos ágeis (Scrum, XP, etc), unindo a visão ampla e detalhista de UX à leveza dos métodos ágeis.</p>
<p><strong>O artigo em PDF (inglês) está aqui: <a href="http://carlosrosemberg.com/wp-content/uploads/2010/10/mex-experience-board-ihc-2010.pdf">Mex experience boards (ihc 2010 paper download)</a></strong></p>
<p>Neste artigo apresento as duas primeiras ferramentas que já venho usando em alguns projetos: o <strong>Experience Summary Board</strong> (sumário de experiência) e o <strong>Experience Flow Board</strong> (fluxo da experiência).</p>
<p><em>OBS: Todo o material está em inglês, mas pretendo fazer uma versão em português em breve.</em></p>
<div id="__ss_5419357" style="width: 425px; text-align: center;"><object id="__sse5419357" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=mexexperienceboards-101011220312-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=mex-experience-boards-a-set-of-agile-tools-for-user-experience-design-5419357&amp;userName=carlbberg" /><param name="name" value="__sse5419357" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse5419357" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=mexexperienceboards-101011220312-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=mex-experience-boards-a-set-of-agile-tools-for-user-experience-design-5419357&amp;userName=carlbberg" name="__sse5419357" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>Vale mencionar que ainda no IHC2010, tive contato com um ótimo relato de aplicação da técnica <a href="http://www.slideshare.net/karinedrumond/user-story-mapping-para-planejamento-de-produtos-interativos-ambiente-gil">Story Mapping</a>, da <a href="http://karinedrumond.wordpress.com">Karine Drumond e Leandro Alves (Latitude 14)</a>. Essa técnica é voltada para a priorização de user stories com base no valor agregado à experiência de uso, levando em conta a sequência e encadeamento dos eventos. Achei interessante por que segue na mesma linha de uma das ferramentas na qual estou trabalhando, o Experience Flow Board. Vou dar uma estudada melhor e ver o que de repente pode sair daí :-)</p>
<p>Abraço e até o próximo post!</p>
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		<title>Experiência do Usuário na sala de aula &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://carlosrosemberg.com/experiencia-do-usuario-na-sala-de-aula-parte-2/</link>
		<comments>http://carlosrosemberg.com/experiencia-do-usuario-na-sala-de-aula-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 01:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentações]]></category>
		<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos dar continuidade à série sobre Experiência do Usuário na sala de aula, com o material da segunda aula. Aqui, apresento uma visão simples de um processo para o desenvolvimento da experiência do usuário, baseado em um ciclo "Analisar-Fazer-Avaliar". Nesta aula vimos a primeira parte, "Analisar", que foca na coleta de dados e formulação de requisitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post continua a série iniciada em <a href="http://www.carlosrosemberg.com/experiencia-do-usuario-na-sala-de-aula">Experiência do Usuário na sala de aula</a>. Para entender melhor do quê se trata, dê uma olhadinha lá :-)</p>
<p>Bom, passado o impacto inicial sobre esse paradigma da experiência do usuário, a turma pôde avançar para a parte mais prática. Basicamente, vimos 2 coisas:</p>
<ul>
<li>Um processo simplificado para o projeto da experiência do usuário (Analisar-Fazer-Avaliar)</li>
<li>O detalhamento da parte &#8220;Analisar&#8221;, a primeira desse processo, a qual consiste na elicitação de requisitos do projeto.</li>
</ul>
<p>Como o objetivo da aula era exercitar a capacidade de gerar <a title="Ver mais sobre Requisitos na Wikipedia. " href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Análise_de_requisitos" target="_blank">requisitos</a> a partir da análise da experiência do usuário, lancei o seguinte desafio: a partir de uma foto de um terrível engarrafamento (terrível mesmo, veja a foto nos slides abaixo) pedi que os alunos, em equipes de 3 pessoas, gerassem requisitos para um sistema de mobilização social que pudesse evitar aquela situação, usando dispositivos móveis (celulares, handhelds, etc). Traduzindo, pedi que bolassem uma maneira das pessoas interagirem entre si durante o caos que é o trânsito das grandes cidades, avisando umas às outras quando uma via estivesse com problemas (acidentes, grandes buracos, lentidão, etc) em uma espécie de rede social móvel. O objetivo seria evitar que mais motoristas trafegassem pela via problemática, diminuindo o impacto do problema.</p>
<p>Para que chegassem aos requisitos do sistema, pedi que utilizassem as técnicas de personas e cenários, recém vistas em sala. Fiquei impressionado com a criatividade e o espírito lúdico das equipes! Por exemplo, todos fizeram questão de desenhar as <a title="mais sobre Personas na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Personas" target="_blank">personas</a>, o que foi muito engraçado. Isso só reforça o quanto essas técnicas podem ser divertidas, além de úteis.</p>
<div id="__ss_1500509" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Projeto de Interfaces - Aula 02" href="http://www.slideshare.net/carlbberg/projeto-de-interfaces-aula-02">Projeto de Interfaces &#8211; Aula 02</a><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=projetodeinterfaces-aula02-090528071227-phpapp01&amp;stripped_title=projeto-de-interfaces-aula-02" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=projetodeinterfaces-aula02-090528071227-phpapp01&amp;stripped_title=projeto-de-interfaces-aula-02" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">documents</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/carlbberg">Carlos Rosemberg</a>.</div>
</div>
<p>Com a idéia básica do que seriam os sistemas e alguns de seus requisitos em mãos, partimos para a aula seguinte, sobre a parte &#8220;Fazer&#8221; do processo. Basicamente, design baseado em prototipação. Fica para o próximo post!</p>
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		<title>MEX na prática: Exemplo de aplicação em um sistema de mobile banking</title>
		<link>http://carlosrosemberg.com/mex-na-pratica-exemplo-de-aplicacao-em-um-sistema-de-mobile-banking/</link>
		<comments>http://carlosrosemberg.com/mex-na-pratica-exemplo-de-aplicacao-em-um-sistema-de-mobile-banking/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 21:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>
		<category><![CDATA[MEX]]></category>

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		<description><![CDATA[Para dar continuidade à evolução do MEX, vou iniciar uma série de aplicações do modelo em situações de projetos fictícios e reais. A idéia é encontrar maneiras diferentes de utilização do modelo, e claro, formas de aperfeiçoá-lo. Neste artigo, será mostrada uma forma de utilizá-lo como ferramenta de elicitação de requisitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para dar continuidade à evolução do <strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">MEX</a></strong>, vou iniciar uma série de aplicações do modelo em situações de projetos fictícios e reais. A idéia é encontrar maneiras diferentes de utilização do modelo, e claro, formas de aperfeiçoá-lo. Neste artigo, será mostrada uma forma de utilizá-lo como ferramenta de elicitação de requisitos.</p>
<p>A título de recapitulação, o MEX é um modelo genérico que visa explicitar as interrelações das diversas variáveis que influenciam a experiência do usuário. Essas variáveis, ou elementos, são: <em>Contexto, Tarefas, Momento, Indivíduo, Artefatos </em>e<em> Interações</em>. O intuito é ajudar na análise (ex.: elicitação de requisitos) e projeto dessas experiências.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">Veja aqui informações mais detalhadas sobre o MEX</a>.</strong></p>
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="aligncenter" title="MEX" src="http://www.carlosrosemberg.com/mex/mex.png" alt="MEX" width="500" height="378" /></dt>
</dl>
<p>O exemplo de aplicação mostrado neste artigo, o primeiro da série, é uma adaptação do que elaborei para meu TCC. Trata-se de uma aplicação fictícia para dispositivos móveis, através da qual procuro demonstrar o MEX como ferramenta de elicitação de requisitos focada na experiência do usuário.</p>
<h4>Definição do exemplo: Aplicativo &#8220;Mobile Banking 1.0&#8243;</h4>
<p>O objetivo do aplicativo <em>Mobile banking 1.0</em> é permitir que usuários de dispositivos móveis realizem as transações bancárias mais comuns, como consulta de extrato, saldo, realização de transferências e pagamentos diversos.</p>
<h4>Primeiro passo: Análise da experiência do usuário</h4>
<p>Para se identificar os requisitos decorrentes da experiência do usuário, os elementos do MEX são analisados um a um, utilizando-se as diversas técnicas tradicionais de IHC (análise de tarefas, personas, cenários, etc). Como o foco deste artigo é demonstrar uma utilização do MEX, e não as técnicas relacionadas, este projeto exemplo se utiliza de estudos simples e resumidos.</p>
<table class="table-information" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Indivíduo</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>modelagem de   usuários e personas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Em termos gerais, assumiu-se que os usuários do <em>mobile   banking</em> são proprietários de celular pós-pago,   bom nível de instrução e sofisticados tecnologicamente. Para se ter uma   melhor idéia de suas características, três personas são criadas adiante:</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 1: Marcos</span></em></p>
<p>Marcos,   32 anos, casado e pai de dois filhos, é um gerente de TI de uma grande   empresa alimentícia e fã de <em>gadgets</em>.   Entusiasta de novas tecnologias, para ele o aparelho móvel é bem mais do que   um meio para falar com outras pessoas; é um estilo de vida.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 2: Carlos</span></em></p>
<p>Carlos,   um jovem e promissor engenheiro civil de 26 anos, é o tipo de sujeito   pragmático, sem rodeios. É exigente, mas confia nas tecnologias   simples, que facilitem seu trabalho. Por isso, adora seu celular, que além de   bom e barato, nunca o deixou na mão.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 3: Joana</span></em></p>
<p>Profissional   de atendimento de agência de comunicação que não se organiza está em maus   lençóis. É o que pensa Joana, 29 anos, que prestes a concluir a pós-graduação   vive a típica correria estudos x trabalho x família. Para dar de conta de seu   complicado dia-a-dia, ela conta com seu inseparável smartphone,   diariamente sincronizado com o outlook.</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Atividades</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>modelagem de   tarefas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Baseado em uma análise das principais necessidades dos usuários do   mobile banking, optou-se por se estudar a seguinte amostra de atividades:</p>
<ul>
<li>consultar        saldos</li>
<li>realizar        pagamentos</li>
<li>realizar        transferências</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Contexto</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnicas utilizadas: <strong>observação   e cenários</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Os ambientes onde essas experiências ocorrem são locais imprevisíveis,   públicos ou privativos, sujeitos a todo tipo de variação situacional. Para   ilustrar essas situações, são definidos os seguintes cenários (usando-se as   personas previamente definidas):</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 1: realizar pagamentos</span></em></p>
<p>Marcos,   a caminho do trabalho, percebe um problema mecânico no carro e entra na   primeira oficina que avista. Enquanto espera o conserto do carro, olha para o   relógio e vê que não dá mais tempo fazer o pagamento que sua esposa pediu   para ele fazer até às 9h. Nesse caso, ele decide pagar ali mesmo, na oficina,   usando seu <em>smartphone</em>. Após acessar   o serviço do banco, pega o boleto no bolso, insere o código de barras e   confirma o pagamento.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 2: Consultar saldos</span></em></p>
<p>Carlos   está no aeroporto e quer saber se sua empresa já depositou a ajuda de custo   para sua viagem. Como é algo que considera simples e ele tem pressa, não quer   usar o notebook. Enquanto anda em direção à sala de embarque, pega seu   celular, acessa o serviço do banco e verifica o saldo da conta.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 3: realizar transferências</span></em></p>
<p>Joana   está em uma livraria quando recebe uma ligação de Márcia, a organizadora do   churrasco do pessoal da agência, lembrando-lhe da cota. Como o churrasco já é   no dia seguinte, o jeito é usar o celular para transferir o valor, ali mesmo.   Joana então pega os dados bancários da Márcia (guardando-os no próprio   celular) acessa o serviço do banco e faz a transferência.</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Artefatos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>observação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">A diversidade de ambientes e situações implica em uma diversidade de   artefatos. No entanto podem-se colocar como principais componentes das   experiências coisas como:</p>
<ul>
<li> celulares</li>
<li>smartphones (com suas minúsculas telas e   botões)</li>
<li>outros objetos à mão (sacolas, livros, comida, etc)</li>
<li>pessoas ao   redor (interagindo ou não com o usuário)</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Interação</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>observação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">
<ul>
<li>No caso de aplicativos em dispositivos móveis, a interação é   essencialmente visual e tátil, através de teclas físicas ou do tipo <em>touch screen</em>.</li>
<li>A falta de privacidade   influencia gestos, postura e atenção do usuário.</li>
<li>Não é raro apenas uma mão   estar disponível para a interação.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Momentos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: o<strong>bservação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Dada à imensa variedade e complexidade dos contextos, interrupções da   experiência poderão ser muito freqüentes. Isso pode impedir a conclusão e até   mesmo o desenvolvimento da experiência, na maioria dos casos. Por outro lado,   devido à seriedade das transações e conseqüentemente a atenção dispendida   pelo usuário, é provável que em alguns casos se alcance o estado de <em>flow</em>.</p>
<p align="left">Desta forma, a experiência de uso do m<em>obile banking</em> está dividida em:</p>
<ul>
<li><em><span style="text-decoration: underline;">início</span></em><br />
decisão de uso, coleta das informações necessárias e tentativas de acessar o   serviço no celular;</li>
</ul>
<ul>
<li><em><span style="text-decoration: underline;">engajamento</span></em><br />
o uso em   si do serviço;</li>
</ul>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;"><em>conclusão</em></span><br />
a expectativa pela   confirmação de que tudo deu realmente certo e finalização do serviço.</li>
</ul>
<p align="left">
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Segundo passo: Definição de requisitos</h4>
<p>Neste ponto, a tarefa consiste em extrair os requisitos apropriados de cada variável <strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">MEX</a></strong> acima estudada. A título de exemplo, vamos gerar apenas cinco requisitos:</p>
<ol>
<li>[REQ01] o sistema deve dificultar a visualização de dados confidenciais por terceiros que estejam próximo ao usuário.</li>
<li>[REQ02] o sistema deve permitir salvar o estado da transação para posterior conclusão;</li>
<li>[REQ03] o sistema deve permitir recuperação de dados da memória volátil do aparelho e de arquivos.</li>
<li>[REQ04] o sistema deve permitir a entrada de dados via leitura de código de barras.</li>
<li>[REQ05] o visual do sistema deve ser baseado em iconografia foto-realística e estilo sofisticado (linhas retas com cantos arredondados).</li>
</ol>
<p>A matriz de rastreabilidade abaixo mostra a partir de quais elementos do MEX cada requisito foi gerado.</p>
<table class="table-information" style="text-align: center;" border="0" width="550">
<tbody>
<tr>
<td class="border-bottom" width="79" valign="top"><strong>REQ #</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>indivíduo</strong></td>
<td class="border-bottom" width="87" valign="top"><strong>atividades</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>contexto</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>artefatos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>interação</strong></td>
<td class="border-bottom" width="55" valign="top"><strong>momentos</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">01</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">02</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top">X</td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">03</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">04</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">05</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pronto, alcançamos nosso objetivo: já temos uma (intencionalmente pequena) lista de requisitos para nosso projeto fictício. É importante lembrar que tratam-se de &#8220;requisitos do usuário&#8221;, ou seja, a lista completa de requisitos do projeto envolveria aspectos ligados ao negócio, tecnologia, legislação, etc. Outro ponto importante é que esta não é a única forma possível de utilização do MEX na elicitação de requisitos. Muitas variações de técnicas podem ser tentadas. O importante, sempre, é observar as interrelações entre as variáveis.</p>
<p>Até a próxima!</p>
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