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	<title>carlosrosemberg.com &#187; Projetos</title>
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	<description>Reflexões sobre a Interação Humano Computador</description>
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		<title>MEX na prática: Exemplo de aplicação em um sistema de mobile banking</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 21:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>
		<category><![CDATA[MEX]]></category>

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		<description><![CDATA[Para dar continuidade à evolução do MEX, vou iniciar uma série de aplicações do modelo em situações de projetos fictícios e reais. A idéia é encontrar maneiras diferentes de utilização do modelo, e claro, formas de aperfeiçoá-lo. Neste artigo, será mostrada uma forma de utilizá-lo como ferramenta de elicitação de requisitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para dar continuidade à evolução do <strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">MEX</a></strong>, vou iniciar uma série de aplicações do modelo em situações de projetos fictícios e reais. A idéia é encontrar maneiras diferentes de utilização do modelo, e claro, formas de aperfeiçoá-lo. Neste artigo, será mostrada uma forma de utilizá-lo como ferramenta de elicitação de requisitos.</p>
<p>A título de recapitulação, o MEX é um modelo genérico que visa explicitar as interrelações das diversas variáveis que influenciam a experiência do usuário. Essas variáveis, ou elementos, são: <em>Contexto, Tarefas, Momento, Indivíduo, Artefatos </em>e<em> Interações</em>. O intuito é ajudar na análise (ex.: elicitação de requisitos) e projeto dessas experiências.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">Veja aqui informações mais detalhadas sobre o MEX</a>.</strong></p>
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="aligncenter" title="MEX" src="http://www.carlosrosemberg.com/mex/mex.png" alt="MEX" width="500" height="378" /></dt>
</dl>
<p>O exemplo de aplicação mostrado neste artigo, o primeiro da série, é uma adaptação do que elaborei para meu TCC. Trata-se de uma aplicação fictícia para dispositivos móveis, através da qual procuro demonstrar o MEX como ferramenta de elicitação de requisitos focada na experiência do usuário.</p>
<h4>Definição do exemplo: Aplicativo &#8220;Mobile Banking 1.0&#8243;</h4>
<p>O objetivo do aplicativo <em>Mobile banking 1.0</em> é permitir que usuários de dispositivos móveis realizem as transações bancárias mais comuns, como consulta de extrato, saldo, realização de transferências e pagamentos diversos.</p>
<h4>Primeiro passo: Análise da experiência do usuário</h4>
<p>Para se identificar os requisitos decorrentes da experiência do usuário, os elementos do MEX são analisados um a um, utilizando-se as diversas técnicas tradicionais de IHC (análise de tarefas, personas, cenários, etc). Como o foco deste artigo é demonstrar uma utilização do MEX, e não as técnicas relacionadas, este projeto exemplo se utiliza de estudos simples e resumidos.</p>
<table class="table-information" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Indivíduo</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>modelagem de   usuários e personas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Em termos gerais, assumiu-se que os usuários do <em>mobile   banking</em> são proprietários de celular pós-pago,   bom nível de instrução e sofisticados tecnologicamente. Para se ter uma   melhor idéia de suas características, três personas são criadas adiante:</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 1: Marcos</span></em></p>
<p>Marcos,   32 anos, casado e pai de dois filhos, é um gerente de TI de uma grande   empresa alimentícia e fã de <em>gadgets</em>.   Entusiasta de novas tecnologias, para ele o aparelho móvel é bem mais do que   um meio para falar com outras pessoas; é um estilo de vida.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 2: Carlos</span></em></p>
<p>Carlos,   um jovem e promissor engenheiro civil de 26 anos, é o tipo de sujeito   pragmático, sem rodeios. É exigente, mas confia nas tecnologias   simples, que facilitem seu trabalho. Por isso, adora seu celular, que além de   bom e barato, nunca o deixou na mão.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Persona 3: Joana</span></em></p>
<p>Profissional   de atendimento de agência de comunicação que não se organiza está em maus   lençóis. É o que pensa Joana, 29 anos, que prestes a concluir a pós-graduação   vive a típica correria estudos x trabalho x família. Para dar de conta de seu   complicado dia-a-dia, ela conta com seu inseparável smartphone,   diariamente sincronizado com o outlook.</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Atividades</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>modelagem de   tarefas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Baseado em uma análise das principais necessidades dos usuários do   mobile banking, optou-se por se estudar a seguinte amostra de atividades:</p>
<ul>
<li>consultar        saldos</li>
<li>realizar        pagamentos</li>
<li>realizar        transferências</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Contexto</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnicas utilizadas: <strong>observação   e cenários</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Os ambientes onde essas experiências ocorrem são locais imprevisíveis,   públicos ou privativos, sujeitos a todo tipo de variação situacional. Para   ilustrar essas situações, são definidos os seguintes cenários (usando-se as   personas previamente definidas):</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 1: realizar pagamentos</span></em></p>
<p>Marcos,   a caminho do trabalho, percebe um problema mecânico no carro e entra na   primeira oficina que avista. Enquanto espera o conserto do carro, olha para o   relógio e vê que não dá mais tempo fazer o pagamento que sua esposa pediu   para ele fazer até às 9h. Nesse caso, ele decide pagar ali mesmo, na oficina,   usando seu <em>smartphone</em>. Após acessar   o serviço do banco, pega o boleto no bolso, insere o código de barras e   confirma o pagamento.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 2: Consultar saldos</span></em></p>
<p>Carlos   está no aeroporto e quer saber se sua empresa já depositou a ajuda de custo   para sua viagem. Como é algo que considera simples e ele tem pressa, não quer   usar o notebook. Enquanto anda em direção à sala de embarque, pega seu   celular, acessa o serviço do banco e verifica o saldo da conta.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Cenário 3: realizar transferências</span></em></p>
<p>Joana   está em uma livraria quando recebe uma ligação de Márcia, a organizadora do   churrasco do pessoal da agência, lembrando-lhe da cota. Como o churrasco já é   no dia seguinte, o jeito é usar o celular para transferir o valor, ali mesmo.   Joana então pega os dados bancários da Márcia (guardando-os no próprio   celular) acessa o serviço do banco e faz a transferência.</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Artefatos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>observação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">A diversidade de ambientes e situações implica em uma diversidade de   artefatos. No entanto podem-se colocar como principais componentes das   experiências coisas como:</p>
<ul>
<li> celulares</li>
<li>smartphones (com suas minúsculas telas e   botões)</li>
<li>outros objetos à mão (sacolas, livros, comida, etc)</li>
<li>pessoas ao   redor (interagindo ou não com o usuário)</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Interação</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: <strong>observação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">
<ul>
<li>No caso de aplicativos em dispositivos móveis, a interação é   essencialmente visual e tátil, através de teclas físicas ou do tipo <em>touch screen</em>.</li>
<li>A falta de privacidade   influencia gestos, postura e atenção do usuário.</li>
<li>Não é raro apenas uma mão   estar disponível para a interação.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="border-bottom" width="92" valign="top"><strong>Momentos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="475" valign="top">Técnica utilizada: o<strong>bservação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="92"></td>
<td width="475" valign="top">Dada à imensa variedade e complexidade dos contextos, interrupções da   experiência poderão ser muito freqüentes. Isso pode impedir a conclusão e até   mesmo o desenvolvimento da experiência, na maioria dos casos. Por outro lado,   devido à seriedade das transações e conseqüentemente a atenção dispendida   pelo usuário, é provável que em alguns casos se alcance o estado de <em>flow</em>.</p>
<p align="left">Desta forma, a experiência de uso do m<em>obile banking</em> está dividida em:</p>
<ul>
<li><em><span style="text-decoration: underline;">início</span></em><br />
decisão de uso, coleta das informações necessárias e tentativas de acessar o   serviço no celular;</li>
</ul>
<ul>
<li><em><span style="text-decoration: underline;">engajamento</span></em><br />
o uso em   si do serviço;</li>
</ul>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;"><em>conclusão</em></span><br />
a expectativa pela   confirmação de que tudo deu realmente certo e finalização do serviço.</li>
</ul>
<p align="left">
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Segundo passo: Definição de requisitos</h4>
<p>Neste ponto, a tarefa consiste em extrair os requisitos apropriados de cada variável <strong><a title="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" href="http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/">MEX</a></strong> acima estudada. A título de exemplo, vamos gerar apenas cinco requisitos:</p>
<ol>
<li>[REQ01] o sistema deve dificultar a visualização de dados confidenciais por terceiros que estejam próximo ao usuário.</li>
<li>[REQ02] o sistema deve permitir salvar o estado da transação para posterior conclusão;</li>
<li>[REQ03] o sistema deve permitir recuperação de dados da memória volátil do aparelho e de arquivos.</li>
<li>[REQ04] o sistema deve permitir a entrada de dados via leitura de código de barras.</li>
<li>[REQ05] o visual do sistema deve ser baseado em iconografia foto-realística e estilo sofisticado (linhas retas com cantos arredondados).</li>
</ol>
<p>A matriz de rastreabilidade abaixo mostra a partir de quais elementos do MEX cada requisito foi gerado.</p>
<table class="table-information" style="text-align: center;" border="0" width="550">
<tbody>
<tr>
<td class="border-bottom" width="79" valign="top"><strong>REQ #</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>indivíduo</strong></td>
<td class="border-bottom" width="87" valign="top"><strong>atividades</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>contexto</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>artefatos</strong></td>
<td class="border-bottom" width="82" valign="top"><strong>interação</strong></td>
<td class="border-bottom" width="55" valign="top"><strong>momentos</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">01</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">02</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top">X</td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">03</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">04</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="87" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="79" valign="top">05</td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="87" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="82" valign="top">X</td>
<td width="82" valign="top"></td>
<td width="55" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pronto, alcançamos nosso objetivo: já temos uma (intencionalmente pequena) lista de requisitos para nosso projeto fictício. É importante lembrar que tratam-se de &#8220;requisitos do usuário&#8221;, ou seja, a lista completa de requisitos do projeto envolveria aspectos ligados ao negócio, tecnologia, legislação, etc. Outro ponto importante é que esta não é a única forma possível de utilização do MEX na elicitação de requisitos. Muitas variações de técnicas podem ser tentadas. O importante, sempre, é observar as interrelações entre as variáveis.</p>
<p>Até a próxima!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>MEX &#8211; Modelo Genérico de Experiência do Usuário</title>
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		<comments>http://carlosrosemberg.com/mex-modelo-generico-de-experiencia-do-usuario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 14:22:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência do Usuário]]></category>
		<category><![CDATA[MEX]]></category>
		<category><![CDATA[Usabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A <em>experiência do usuário</em> vem ganhando importância à medida que o mercado e academia vão direcionando seus olhares para os detalhes da interação humano computador. E, pelo andar da carruagem, as pessoas estão se convencendo de que existe mais coisa além da <em>interação</em>, do <em>humano </em>e do <em>computador</em>.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>experiência do usuário</em> vem ganhando importância à medida que o mercado e academia vão direcionando seus olhares para os detalhes da interação humano computador. E, pelo andar da carruagem, as pessoas estão se convencendo de que existe mais coisa além da <em>interação</em>, do <em>humano </em>e do <em>computador</em>.</p>
<p>Percebi isso quando estava fazendo minha monografia, começada em 2004. O objetivo era avaliar dois sites de comércio eletrônico, sob vários pontos de vista. Como era uma monografia para o curso de Administração, teriam que ser levados em conta não apenas a usabilidade, mas também aspectos ligados ao comportamento do consumidor, design e outros, enfim, uma visão razoavelmente abrangente. Tarefa complicada e trabalhosa, visto que para alcançar esse objetivo eu teria que fazer uma pesquisa cruzada em várias disciplinas e depois promover um alinhamento de conceitos.</p>
<p>A coisa começou a melhorar quando me deparei com o <strong><em><a title="Experience Design na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Experience_design" target="_blank">Design de Experiência</a></em></strong> (Experience Design), um conceito guarda-chuva para diversas práticas ligadas à <em>experiência do usuário</em>. Essa é uma abordagem do <em>design </em>que, dentre outras coisas, está intimamente ligado ao conceito de <strong><a title="Experience Economy na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Experience_economy" target="_blank">Experience Economy</a></strong>, uma linha de raciocínio que prega que estamos na <em>era econômica da experiência</em>, depois de termos passado pelas eras dos <em>commodities</em>, <em>produtos </em>e <em>serviços</em>.</p>
<p>Bingo! Agora sim, eu tinha uma visão abrangente o bastante para fazer a minha avaliação. A questão, a partir daí, seria transformar a carga teórica trazida pelos conceitos acima em critérios para a avaliação dos sites, integrando essas idéias com os conceitos mais tradicionais de IHC. Como não encontrei nada na época que organizasse esses &#8220;critérios&#8221; de entendimento das experiências dos usuários, resolvi investir em algo que pudesse preencher essa lacuna. Foi daí que surgiu o MEX.</p>
<h4>O que é o MEX?</h4>
<p>O MEX, portanto, é uma tentativa de organizar e interrelacionar as principais variáveis da experiência do usuário, oriundas de diversas disciplinas, em um <em>framework </em>teórico único. Essas variáveis, segundo uma razoável revisão literária, podem ser representadas pelos elementos: <em>Indivíduo</em>, <em>Artefatos</em>, <em>Interação</em>, <em>Contexto</em>, <em>Tarefas </em>e <em>Momentos</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 0;" src="http://www.carlosrosemberg.com/mex/mex.png" alt="MEX - Modelo Genérico de Experiência do Usuário" width="500" height="378" /></p>
<h5>Indivíduo</h5>
<p class="MsoNormal"><span>O elemento <em>indivíduo</em> corresponde ao conjunto de fatores internos ao ser humano que interferem em sua maneira de interagir com o mundo. Kotler (2000), apoiado nos estudos de comportamento do consumidor, sugere quatro tipos: <em>Culturais</em> (cultura, subcultura, classe social); <em>Sociais</em> (grupos de referência, papéis e status); <em>Pessoais</em> (idade e estágio no ciclo de vida, ocupação e circunstâncias econômicas, estilo de vida, personalidade e auto-imagem); <em>Psicológicos</em> (necessidades, desejos e motivações, percepção, aprendizagem, crenças e atitudes). Dentre os fatores psicológicos, observam-se ainda as <em>emoções,</em> que alteram o funcionamento do sistema cognitivo (Norman, 2004) e a presença de <em>flow,</em> um estado mental altamente prazeroso e positivo que as pessoas sentem quando agem com total envolvimento em uma atividade<span> </span>(Csikszentmihalyi , 1997). Na análise do elemento MEX <em>indivíduo,</em> podem-se fazer as perguntas:</span></p>
<ul>
<li>Que informações do indivíduo são relevantes para que se possa entendê-lo?</li>
<li>Que aspectos do indivíduo influenciam a experiência? Como influenciam?</li>
</ul>
<h5>Atividades</h5>
<p>A versão inicial do MEX não considera explicitamente a tarefa executada pelo indivíduo no momento da experiência. A prática, no entanto, demonstrou que a identificação das atividades que compõem a experiência auxilia na estruturação da análise. Desta forma, a partir deste trabalho foi inserido no modelo o elemento atividades, que se refere às ações ligadas às metas do usuário que justificam a experiência e delimitam seu escopo. As principais questões a se observar são:</p>
<ul>
<li>Quais as principais atividades que os usuários vão executar, baseado em suas necessidades e desejos?</li>
<li>Que aspectos dessas atividades podem influenciar a experiência?</li>
</ul>
<h5>Contexto</h5>
<p>O elemento contexto diz respeito ao estudo das situações e ambientes nas quais as experiências acontecem. Desta forma, somente dentro de um contexto é possível a um determinado artefato adquirir significado e importância, o que o possibilita de fazer parte do “desenrolar” da experiência, influenciando o seu curso. As principais questões a serem levantadas aqui são:</p>
<ul>
<li>Quais os principais tipos de situação na qual a experiência poderia ocorrer?</li>
<li>Quais as principais características dos ambientes onde essas situações ocorrem?</li>
</ul>
<h5>Artefatos</h5>
<p>Os artefatos são os elementos que preenchem o ambiente e são relevantes para a experiência. Pode ser tanto o objeto principal (com o qual o usuário interage diretamente) quanto os que estão à sua volta e interferem de alguma forma nessa interação. A usabilidade exerce papel central. As principais perguntas a serem respondidas são:</p>
<ul>
<li>Que artefatos são importantes para a experiência?</li>
<li>Que atributos desses artefatos devem ser levantados? Ex.: Aparência, apelo aos sentidos, usabilidade, etc.</li>
</ul>
<h5>Interação</h5>
<p>A interação é o elemento mais dinâmico da experiência do usuário, no qual existe uma constante troca de estímulos que definem como os artefatos se relacionam. Estímulo é o conceito chave da interação, um sinal enviado ou recebido que pode fazer a experiência fluir ou pará-la. Tratando-se de seres humanos, os tipos de interações dependem diretamente dos estímulos ao sistema nervoso do indivíduo: podem ser visuais, auditivas, táteis, olfativas, degustativas e mentais (quando é usada a memória ou pensamento reflexivo). É importante saber:</p>
<ul>
<li>Quais os tipos de interação entre o indivíduo e os artefatos? Que sentidos são afetados?</li>
<li>Que trocas de estímulos entre artefatos são relevantes para a experiência?</li>
</ul>
<h5>Momentos</h5>
<p>Os momentos se referem a como a experiência é afetada em função do transcorrer do tempo. Segundo Dewey (1980) uma experiência precisa ter início, meio e fim, para ser completa e significativa. Shedroff (2001) segue nesta mesma linha de pensamento, colocando que as experiências significativas possuem, portanto, os seguintes estágios: atração (um sinal para qualquer um dos sentidos), engajamento (o ápice da experiência, onde geralmente ocorre o fenômeno de flow) e conclusão (a qual sempre deve prover algum tipo de resolução, seja pelo seu significado ou atividade prazerosa). Assim, é necessário saber:</p>
<ul>
<li>Que aspectos dos momentos influenciam a experiência?</li>
<li>Existe a possibilidade de se alcançar o flow?</li>
<li>Quais os momentos chave?</li>
</ul>
<h4>Afinal, para que serve o MEX?</h4>
<p>Uma vez que o MEX procura identificar e descrever os principais elementos da experiência do usuário, seu uso natural se dá nas fases iniciais dos projetos, nas quais se procura entender o que deverá ser projetado. Ou seja, o MEX, em sua visão mais prática, é uma ferramenta de elicitação de requisitos.</p>
<h4>Publicações sobre o MEX</h4>
<p>Você pode acessar aqui alguns trabalho científicos disponíveis sobre o MEX. A versão atual do MEX, mostrada acima, já evoluiu em comparação a esse material, que está em ordem cronológica decrescente:</p>
<ol>
<li><strong><a title="MEX – Um Framework para Elicitação de Requisitos Baseado no Paradigma de Experiência do Usuário" href="http://www.carlosrosemberg.com/mex/TCC_MEX.pdf" target="_blank">MEX – Um Framework para Elicitação de Requisitos Baseado no Paradigma de Experiência do Usuário</a></strong><br />
Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-graduação em Design Digital da FIC. Neste trabalho, o MEX foi proposto como framework para elicitação de requisitos. Para isso, foi elaborada uma aplicação fictícia acompanhada de uma sugestão de processo.</li>
<li><strong><a title="Download do artigo" href="http://www.ffb.edu.br/_download/SoC_01_Artigo_02.pdf" target="_blank">MEX – Um Modelo Genérico para o Estudo das Experiências dos Usuários com Produtos Interativos </a></strong><br />Primeira publicação oficial do MEX, na revista <em><strong>Science of Computing</strong></em>, da Faculdade Farias Brito.</li>
<li><strong><a title="Indo Além da Usabilidade - Proposta de um Modelo de Experiência dos Usuários de Produtos Interativos" href="http://formato.com.br/projetos/IHC_2006/trabalhos/IHC2006_Workshop-Carvalho.pdf" target="_blank">Indo Além da Usabilidade &#8211; Proposta de um Modelo de Experiência dos Usuários de Produtos Interativos</a></strong><br />
Participação do MEX no Workshop &#8220;Usabilidade de Aplicações e Tecnologias Emergentes&#8221;, ocorrido no IHC 2006, em Natal.</li>
<li><strong><a title="Experiência do usuário na web: Um estudo de caso em comércio eletrônico" href="http://www.carlosrosemberg.com/mex/Monografia_Experiencias_dos_Usuarios_na_Web.pdf" target="_blank">Experiência do usuário na web: Um estudo de caso em comércio eletrônico</a></strong><br />
Monografia para o curso de bacharelado em Administração da UFC (Universidade Federal do Ceará). Foi onde tudo começou. O MEX, que na época não possuía esse nome, foi criado para fornecer parâmetros de análise dos sites avaliados neste trabalho.</li>
</ol>
<p>Publicações mais recentes, atualizadas, estarão disponíveis em breve. A idéia é ir publicando mais posts detalhando o MEX e o progresso da pesquisa. E claro, sugestões e comentários são extremamente bem vindos!</p>
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		<title>No ar!</title>
		<link>http://carlosrosemberg.com/no-ar/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 01:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rosemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente, após horas travando algumas lutas na reta final com o Wordpress (muito bom, por sinal!) aqui está o CarlosRosemberg.com. Ufa! Chega de espeto de madeira em casa de ferreiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Tá bom, põe logo isso no ar&#8230;&#8221;</p>
<p>Fazia tempo que eu não repetia algo tanta vezes pra mim mesmo. Deve ser porque designer é realmente um sujeito engraçado&#8230; Quanto mais faz, mais longe de terminar está. </p>
<p>Mas, finalmente, após algumas horas travando boas lutas com o Wordpress (muito bom, por sinal!) aqui está o CarlosRosemberg.com. Ufa! Depois de uma década, chega de espeto de pau em casa de ferreiro!</p>
<p>Ainda não sei a freqüência na qual irei postar aqui, mas a idéia é que seja no mínimo quinzenal. Bom, pelo menos falta de assunto não vai ser desculpa: design, usabilidade, experiência do usuário, arquitetura de informação, enfim&#8230; Existe muita coisa interessante que merece um dedo de prosa. Vou colocar aqui novidades, idéias e tudo mais com o qual eu tenha contato.</p>
<p>Por fim, mas não menos importante, gostaria de agradecer aos amigos que me deram uma força com suas valiosas opiniões e dicas, em especial o <a title="Site do Erik Egon" href="http://www.erikegon.com.br" target="_blank">Erik</a> e o pessoal do <a title="Site do Atlântico" href="http://www.atlantico.com.br" target="_blank">Atlântico</a>.</p>
<p>Bom gente, primeiro post é assim mesmo, muito jabá e pouco conteúdo. Prometo que melhora! No mais, muito obrigado pela visita e até o próximo post. <img src='http://carlosrosemberg.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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