Foi um bom tempo sem posts, mas aqui estamos de volta. Culpa de alguns projetos pessoais e do Twitter (sim, esse maldito pardal azul dá uma preguiça de blogar que eu vou te contar…). Então, vamos lá.
Sabemos que ainda existe uma considerável lacuna na educação fomal (graduação, pós, etc) de quem trabalha direta ou indiretamente com experiência do usuário. Não é para menos, afinal, estamos falando de uma área relativamente nova, principalmente falando em termos de Brasil. Ok, temos alguns bons cursos de Design de Interação e similares surgindo por aÃ, o que é muito bom, pois teremos mais designers de interação formados. A questão é: e as demais centenas de cursos de computação, sistemas de informação, engenharia mecânica, etc, como abordam o paradigma de experiência do usuário? Eles abordam?
Apesar do tema estar tradicionamente ligado ao mundo dos marketeiros e designers (principalmente os gráficos, de interface e de produto), na prática o que sempre se viu foi que profissionais como programadores, analistas, engenheiros, etc, participam direta e intensamente na qualidade da experiência de uso dos produtos e serviços do dia a dia. Tão óbvio que soa estranho falar. Nada mais lógico, portanto, do que fazer o tema “experiêcia do usuário” entrar definitivamente no universo dessas pessoas.
É justamente disso que trata a série de 4 posts que se inicia aqui.
Recentemente, ministrei a disciplina de Projeto de Interfaces do curso de pós-graduação em Engenharia de Software da UECE (Universidade Estadual do Ceará), como professor substituto. A proposta da disciplina era razoavelmente tradicional, focando na parte mais operacional do design de interfaces (prototipação, visual, etc). No final das contas, fiz algumas mudanças e o que aconteceu foi uma abordagem prática ao design de experiência, por pessoas que nunca tinham ouvido falar de tal coisa.
Como foi uma *experiência* muito divertida e produtiva, resolvi compartilhar o material (slides) da disciplina e falar um pouco sobre a dinâmica do que aconteceu lá, dia a dia. O objetivo é mostrar como foi a “absorção”, o aprendizado por parte de pessoas sem formação nas áreas humanas, e o resultado final dessa coisa toda. Espero que goste :-)
O primeira dia
Sala razoavelmente cheia, mais alunos chegando aos poucos, tudo prontinho pra começar. Passado todo aquele lance de se apresentar, fazendo cada aluno pagar mico falando seu nome e o que faz da vida, fiz uma leve introdução e abordei temas como:
- Conceituação de experiência
- Experiência como oferta econômica
- Elementos de uma experiência (indivÃduo, interações, artefatos, contexto, atividades e momentos)
A conversa ficou mais com cara de aula de curso de Marketing do que qualquer outra coisa. Não é pra menos; me baseei amplamente nos conceitos de Pine II e Gilmore (Experience Economy) para desenvolver o raciocÃnio inicial.
Com pouco mais de uma hora de teoria, fizemos um exercÃcio: a cada aluno foi pedido que escrevesse em uma folha de papel sobre duas experiências – uma “boa” e outra “ruim”, identificando os elementos que havÃamos acabado de ver. Apareceu cada estória interessante… Detalhe: 99% dos alunos escreveram primeiro (e mais) sobre fatos ruins. Seria por que experiências negativas marcam mais do que positivas? Ou seria por que o nosso atual e estressante cotidiano produz muito mais experiências negativas do que positivas? Perguntas sinceras.
Acima está o material usado na aula. Nos próximos dias (se o pardal azul não atrapalhar de novo) publico o post e material da aula 2. Até lá!


1 Comentário
1: Experiência do Usuário &hellip | 30.08.2009 às 22:35
[...] – Parte 2 30.08.2009 às 22:35, por Carlos Rosemberg Esse post continua a série iniciada em Experiência do Usuário na sala de aula. Para entender melhor do quê se trata, dê uma olhadinha [...]
Deixe um comentário
Trackback para esta postagem | RSS Feed